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resistência III

" (...) a resistência aos comandos da economia da cultura é reconhecida nos praticantes ordinários da cidade, na preservação de valores que opõem-se à lógica do mercado, em ações culturais nos espaços populares, na organicidade destes espaços e no próprio corpo, este território atingido por tantas formas de violência física e simbólica. Estas faces da resistência não se submetem ao discurso dogmático, a rápidas sínteses analíticas ou ao conceito pronto. Correspondem à experiência, ao gesto e à voz de muitos outros. Afinal, a cultura não é apenas mais um recurso ou fator econômico e, sim, o que sustenta e dá sentido à vida individual e coletiva.” [1] . [1] RIBEIRO, Ana Clara Torres. Cadernos PPG-AU/FAUFBA/. –Ano 5, número especial, (2007) –Ana Clara Torres Ribeiro (Org.). –Salvador : PPG-AU/FAUFBA, 2007.

resistência II

“Resistir hoje então é ter direito a uma território comum contra os guetos, as metapolarizações típicas da cidade privatizada: a do shopping, a do condomínio fechado, a das academias de ginástica, a dos carnavais fora de época, a do transporte seletivo etc. Mobilizar os territórios hoje então é pôr esses recursos comunicacionais, relacionais, informacionais, logísticos, culturais como comum a todos que habitam esses territórios. Não nos iludamos: o conflito social tende a ocupar cada vez mais a cidade, porque é nela que se encontro as redes de produção e o repertório de ativos, principalmente, da própria vida que é posto no processo de valorização. É por isso que hoje é necessário criar uma infraestrutura que permita aos movimentos sociais produzir, ao mesmo tempo, que luta.” [1] . [1] MALINI, Fábio. A expressão do comum nos territórios metropolitanos. Palestra proferido no Seminário Internacional Metapolarização e novas territorialidades, organizada pelo Grupo de Pesquisa Conexão Vix...

resistência

Sobre resistir Nessa sociedade de controle, neste contexto biopolítico, “o que significa resistir? Será que essa palavra tem ainda algum sentido? Se há algumas décadas a resistência obedeceria a uma matriz dialética, de oposição direta entre as forças em jogo, onde havia um poder concebido como centro de comando e que caiba a todos disputar, com a subjetividade identitária dos protagonistas definida pela sua exterioridade recíproca e complementaridade dialética (dominante/dominado, colonizador/colonizado, explorador/explorado, patrão/empregado, trabalhador intelectual/manual, professor/aluno, pai/filho etc.), o contexto pós-moderno, dada sua complexidade, suscita posicionamentos mais oblíquos, diagonais, híbridos, flutuantes. Criam-se outros traços de conflitualidade. Talvez com isso a função da própria negatividade, na política e na cultura, precise ser revista. Com o diz Negri: ‘Para a modernidade, a resistência era uma acumulação de forças contra a exploração, que se subjetiva atrav...

projeto, processo e criação

Anotações pessoais da aula de Estética Urbana (14/11/2007) PPGAU-UFBA Seminário com a Professora convidada Helena Katz, PUC-SP * Temas propostos para o agenciamento: Projeto, processo e criação 1. Projeto, processo e criação: são entendimentos que vão dar em processos epistemológicos hegemônicos. Para alargar isso, existe a necessidade de se praticar outras semânticas. Boaventura Santos fala da Epistemologia do Sul [1] como uma epistemologia que abriga as emergências e as invisibilidades, onde as situações diferenciadas emergem. As hegemonias, o discurso científico, não dão visibilidade e quase sempre mantém na invisibilidade outras racionalidades. 2. A vinculação temporal entre o Projeto, Processo e Criação necessita ser dilatado. Na vida acadêmica o projeto antecede temporalmente a criação. É preciso repensar essa relação, criar outro vínculo, outra maneira que não esse cinturão positivista. 3. A criação partindo do “sempre novo” (Foucault): criação como processo per...

tokyo policentrico

[mapa das estações de metrô de Tokyo. fonte: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/0d/Tokyo_subway_map_black.PNG ] [outro mapa do labirinto subterrâneo das linhas de metrô de Tokyo. fonte: http://web.yl.is.s.u-tokyo.ac.jp/jp/map.gif ] [Shibuya,"maior cruzamento do mundo" (nã sei se é verdade, li isso em um outro blog). Tokyo-Japão. fonte: http://shinjiworld.blogs.sapo.pt/tag/akihabara ] . Coisas que aprendi hoje sobre Tokyo: - Uma metrópole policentrica interligada por uma eficiente e sólida malha ferroviária. - Que o complexo sistema ferroviário composto por labirintos subterrêneos e de superfiície nada tem de caótico. São sim sistemas complexos de uma rede ferroviária que tem como contraste a brutalidade da cena urbana. - As empresas donas das linhas ferroviárias estão transformando suas estações em lojas de departamentos. Em Tokyo as estações de metrôs não são "monumentos", estão no interior de centros comerciais. - Em Tokyo só se pode comprar um c...

contagie-me!

[Mafalda! Amo mesmo!

pra que estamos nesse mundo??

[Mafalda! amo]